Uma dúvida recorrente dos adeptos do Bolsa Família é se o benefício continua valendo depois de conseguir um emprego. E, sim, o beneficiário continuará cadastrado no programa mesmo após ser inserido no mercado de trabalho. Mas não por muito tempo.
O chamado período de transição para quem permanece no programa depois de conseguir um emprego com carteira assinada é de 12 meses. Antes o prazo era mais extenso, de 24 meses, mas o cenário mudou após as alterações na Regra de Proteção de beneficiários do Bolsa Família por parte do Governo Lula.

De acordo com o governo, a decisão teve como base a retomada do emprego formal entre as famílias de baixa renda e o crescimento da classe média. Em fevereiro, mais de 250 mil novas vagas de emprego passaram a ser ocupadas por pessoas em situação de vulnerabilidade.
Mais da metade das vagas criadas no segundo mês do ano foram preenchidas por pessoas inscritas no CadÚnico. Já o crescimento da classe média no país foi de 36,7% para 50,1% dos domicílios, conforme divulgou a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
Quem perder o emprego volta ao Bolsa Família
Caso a pessoa perca o emprego depois do período de transição, ela voltará a fazer parte do quadro do Bolsa Família. Isso acontece porque as famílias que saem do Bolsa Família permanecem no CadÚnico e, por essa razão, têm o retorno ao programa facilitado.
“Quem supera a pobreza sai do programa, mas não do CadÚnico. Se perder o emprego no futuro, retorna sem fila”, explicou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, em entrevista à Esfera Brasil.




