Uma descoberta recente apontou grandes campos de gás equivalentes a uma parte de toda a reserva brasileira. O achado foi feito na Líbia, pela Eni, uma empresa estatal italiana que detém mais de 30% das ações por meio do Ministério da Economia e Finanças e da Cassa Depositi e Prestiti.
As instalações da companhia italiana estão localizadas a cerca de 85 km da costa, a uma profundidade de cerca de 200 metros, e a 16 km ao sul do campo de Bahr Essalam, que já está em operação. Em nota, a Eni informou que o gás está fluindo a uma pressão e velocidade que tornam a extração conveniente e rentável.

“Foram encontrados níveis mineralizados em ambos os poços da Formação Metlaoui, conhecida por ser a principal formação produtora da área. Os dados de perfuração indicam um reservatório de excelente qualidade, com produtividade confirmada por testes de produção”, comunicou a empresa.
De acordo com as avaliações volumétricas iniciais, as instalações contêm mais de 28 bilhões de metros cúbicos de gás. Para se ter uma ideia da quantidade, estima-se que os campos terrestres e marítimos na Itália abriguem aproximadamente 40 bilhões de metros cúbicos de gás. Os dois campos representam 70% do total das reservas do país europeu.
Transporte do gás não deve ser problema
No que diz respeito ao transporte e a logística, os novos depósitos não devem apresentar problemas para a estatal italiana. Segundo a Eni, a “proximidade às instalações existentes do campo de Bahr Essalam, o maior campo de gás offshore da Líbia em produção desde 2005, permitirá um desenvolvimento rápido graças à ligação às instalações já existentes”.
Ainda conforme a petrolífera, o gás será destinado “tanto ao mercado interno líbio como à exportação” para a península italiana. Os campos localizam-se a cerca de 200 km a sul de Lampedusa e o gás será transportado para Itália através do gasoduto GreenStream.





