O ano no Brasil começou com reajuste no salário mínimo promovido pelo Governo Federal, que passou a ser de R$ 1.621,00. Apesar do acréscimo, o país continua tendo um dos valores-base mais baixos da América Latina, ficando à frente de apenas outras duas nações, uma delas a Nicarágua.
Segundo um estudo divulgado pelo governo mexicano, com dados da Secretaría del Trabajo y Previsión Social, a Nicarágua é a última colocada do ranking dos salários mínimos da região latino-americana. A remuneração base do país é de 217,61 dólares, o que corresponde a R$ 1,12 mil.

Enquanto isso, o Brasil figura apenas na 14ª posição da lista. O desempenho brasileiro neste sentido só é melhor que o dos nicaraguenses e dos argentinos. Os ‘hermanos’ ficam entre os dois, com a vice-lanterna do ranking: 231,88 dólares de salário mínimo, cifras que equivalem a R$ 1,19 mil.
Quem lidera a lista de países com o maior salário mínimo da América Latina é o Uruguai. O salário base do paisito é de 629,04 dólares (R$ 3.241,63), praticamente o dobro do que se paga aqui no território brasileiro.
Além dos vizinhos uruguaios, também se destacam o Chile (565,95 dólares), que figura na segunda posição, e o México (536,62 dólares), que saltou da sexta colocação para a terceira e passou a completar o pódio.
Brasil tem a maior economia da América Latina
De acordo com o estudo World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizado em 2023, o Brasil lidera o ranking das maiores economias da América Latina, com um PIB estimado em US$ 2,13 trilhões (R$ 10,9 trilhões).
Embora tenha a maior economia da região, o país é apenas o 14º lugar da lista dos maiores salários mínimos. Uma contradição que ajuda a explicar a desigualdade vista por aqui.





