A educação brasileira enfrenta constantes desafios ao longo da história, tais como desigualdade de acesso, infraestrutura precária e desempenho abaixo da média global em avaliações internacionais, mesmo entre alunos mais ricos. No entanto, há um segmento de ensino que foge à realidade da maioria das famílias, que são as escolas de elite.
Segundo um levantamento publicado pelo Estadão com base em dados da Forbes, a escola mais cara do país tem mensalidade média de R$ 15,7 mil no ensino médio. Isso acontece após um reajuste de 17,7% no último ano, um aumento que reflete a busca por educação ainda melhor.
Localizada em São Paulo, no bairro do Jardim Paulista, um dos mais nobres do estado, a escola Concept é uma instituição de ensino bilíngue e se destaca justamente pela proposta pedagógica ampla. Ela possui seis tipos de diplomas e certificações internacionais e forte ênfase no inglês, que tem grande presença já no ensino infantil.
Um dos diferenciais mais marcantes desse colégio é a atenção individualizada, com três professores para cada aluno, uma proporção raríssima no Brasil e que evidencia o perfil exclusivo desse tipo de ensino. Se torna ainda mais impressionante levando em conta que existem escolas que sofrem com a falta de educadores.
No entanto, o alto custo vai além da mensalidade. Outras instituições do ranking cobram doações obrigatórias a fundos de desenvolvimento que podem ultrapassar R$ 100 mil nas séries iniciais, somando outras camadas de exclusividade.
O levantamento mostra que escolas como a Graded, The American School of São Paulo e a Avenues também figuram entre as mais caras. Suas mensalidades acima de R$ 14 mil e serviços são voltados para famílias com alto poder aquisitivo.
Desigualdade social e educacional entra em pauta
Esses valores colocam em evidência a enorme diferença entre o custo de uma educação de elite e as condições enfrentadas na maior parte das escolas públicas e privadas do país. Isso aumenta consideravelmente os debates sobre equidade e acesso à educação de qualidade.





