Os Estados Unidos instalaram a Base Espacial Pituffik na Groenlândia ainda durante o século passado e com autorização da Dinamarca. Hoje, essa ligação histórica entre as partes pode cobrar um preço caro para os europeus, que se veem sob ameaça.
Recentemente, as aeronaves do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), formadas pelas forças de EUA e Canadá, partiram em direção ao território autônomo dinamarquês. Por lá, farão “atividades há muito planejadas”, conforme divulgado pela própria organização.

“O NORAD realiza rotineiramente operações sustentadas e dispersas na defesa da América do Norte, através de uma ou de todas as três regiões do NORAD (Alasca, Canadá e Estados Unidos continentais)”, diz um trecho do comunicado, que não informa o número de aviões e militares deslocados para a Europa.
O NORAD atua com foco na detenção de intrusões aéreas. O deslocamento das aeronaves se dá em meio às ameaças do presidente estadunidense, Donald Trump, de tomar a Groenlândia, tida como um território estratégico para as pretensões militares do país norte-americano.
Dinamarca teme o pior por parte dos Estados Unidos
Se antes isso já estava implícito, agora é oficial: a Dinamarca teme que o pior ainda está por vir. Em declaração dada nesta terça-feira (20), a primeira-ministra do país, Mette Frederiksen, falou sobre um iminente ataque de Trump para anexar a Groenlândia e demonstrou pessimismo em relação a um recuo do estadunidense.
“Podemos negociar sobre tudo no campo político, de segurança, investimentos e economia, mas não podemos negociar sobre nossos valores fundamentais — soberania, a identidade de nossos países e nossas fronteiras, nossa democracia (…) É um capítulo sombrio no qual nos encontramos e podemos, infelizmente, estar em uma situação em que o pior não ficou para trás, mas ainda está à nossa frente”, afirmou Frederiksen.





