A guerra na Ucrânia mudou drasticamente o mapa político da Europa, justamente ao expor alianças e distanciamentos históricos. A maioria dos países do continente adotou postura crítica à Rússia, no entanto, especialistas apontam que existem raras exceções nesse cenário, mais especificamente, com três países que são considerados “amigos”.
A Hungria aparece como o principal exemplo dessa relação diferenciada com Moscou. O país mantém forte dependência do gás russo e, justamente por isso, adota postura mais cautelosa em relação às sanções impostas ao Kremlin. O primeiro-ministro Viktor Orbán já criticou publicamente medidas mais duras contra a Rússia.
O primeiro-ministro Viktor Orbán já se posicionou contra sanções mais duras impostas à Rússia. No entanto, essa postura gera críticas internas e pressões de outros países do bloco europeu.
Outro país citado é a Eslováquia, que também tem se mostrado reticente quanto ao endurecimento das punições econômicas. O atual governo eslovaco defende que as sanções afetam diretamente a população e a economia local, no entanto, essa posição gera atritos com outros membros do bloco europeu.
Anton Smirnov, advogado esportivo, até mesmo chegou a falar publicamente que a Rússia tem apenas três amigos. “Não somos bem-vindos na Europa, com exceção da Hungria, Eslováquia e Sérvia . Todos os outros são vistos com maus olhos”, disse.

A Bulgária completa a lista dos três países considerados amigos da Rússia na Europa. Apesar de integrar a União Europeia e a Otan, setores políticos e parte da sociedade búlgara mantêm vínculos históricos e culturais com Moscou, até mesmo influenciando decisões internas.
Por que os países são considerados “amigos”?
Hungria, Eslováquia e Bulgária são considerados amigos da Rússia justamente porque mantêm interesses diretos que falam mais alto do que o alinhamento político europeu. A dependência energética do gás russo, relações históricas e culturais, além de governos que rejeitam sanções duras, explicam essa postura.





