O estudante que for pego usando cabelo moicano será punido com serviço comunitário e redução de notas em El Salvador. A medida é fruto das mudanças disciplinares no sistema educacional instituídas pelo governo de Nayib Bukele, em agosto do ano passado.
O novo código de conduta foi adotado pela ministra de Educação do país latino-americano, a capitã Karla Trigueros. As diretrizes determinam que os alunos devem usar uniforme limpo e arrumado, corte de cabelo apropriado e apresentar um comportamento respeitoso todos os dias nas escolas.
Muito popular não só em El Salvador, mas nos países latinos como um todo, o moicano não poderá mais ser utilizado. Não por acaso, muitos jovens trataram de correr para as barbearias e salões de beleza assim que ficaram sabendo da norma.
Enviado aos diretores de colégios, o memorando estabelece que quem não seguir as regras será punido com serviço comunitário e terá redução de notas. Descontentes com as alterações, entidades sindicais de professores as contestaram, classificando-as como ditatoriais, e indo contra a militarização da educação no país.
Bukele aprovou a mudança
Como era de se imaginar, o presidente de El Salvador endossou as novas regras educacionais. “Para construir o El Salvador que sonhamos, é claro que precisamos transformar completamente nosso sistema educacional”, publicou, via X.
Adepto do militarismo e do conservadorismo, Bukele tem como seu lema “Deus, união e liberdade”. No poder desde 2019, ele aprovou uma reforma que elimina o limite de mandatos presidenciais e permite que seu mandato se perpetue.
O governo do salvadoreño, amigo de Donald Trump, é marcado pelo viés autoritário, demonstrado, entre outras ações, na oposição à comunidade gay e no fortalecimento da ideia de “família acima de tudo”.
Aliás, convém destacar que o próprio mandatário de El Salvador já se definiu como “o ditador mais legal do mundo”.






