A conta de luz dos brasileiros pode ficar mais cara ao longo do ano. Isso se deve a possibilidade do El Niño surgir no segundo semestre do calendário, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste do país.
Os alertas a respeito da elevação dos valores começaram a ser dados por especialistas no fim do ano passado. A perspectiva é de mais meses de acionamento da bandeira vermelha em 2026 do que foi em 2025, tendo em vista que as chuvas de outubro a março tiveram menos volume que a média histórica.
O cenário começaria a mudar, de fato, a partir de abril, quando a bandeira amarela daria as caras elevando o custo das tarifas em R$ 1,885 a cada 100 quilowatts consumidos. Quanto à bandeira vermelha Patamar 1, esta tem um custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 KWh consumidos.
Já a bandeira vermelha Patamar 2 tem custo de R$ 7,877 a cada 100 KWh. Vale destacar que a projeção é de manutenção da bandeira amarela até maio e entrada de bandeira vermelha a partir de junho. A perspectiva é de retorno da bandeira amarela em novembro ou dezembro.
Existe a possibilidade de volta da bandeira verde nos últimos meses do calendário, mas se trata de um cenário mais incerto. Isso se deve a potencial configuração de um El Niño, que, embora não tenha efeito direto previsível nas áreas de influência dos reservatórios, impacta nas temperaturas mais elevadas.
El Niño esquenta as águas do oceano
Bastante conhecido por nós devido ao seu nome um tanto quanto curioso, o El Niño é um fenômeno natural climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial.
Quando está em ação, ele altera os padrões de ventos e a circulação atmosférica global, gerando impactos como chuvas intensas em alguns lugares e secas em outros.





