A França está preparando uma grande movimentação militar. De 8 de fevereiro a 30 de abril, as Forças Armadas Francesas vão realizar o “Orion 26”, um exercício militar que visa extrair lições do contexto internacional em deterioração.
Ao todo, participarão da ação 12.500 militares, 25 navios, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle, 140 aeronaves e helicópteros e 1.200 drones de todos os tipos. Recursos espaciais e cibernéticos também serão utilizados. Além disso, estarão presentes militares de outros 24 países, principalmente europeus.
As manobras principais do contingente vão acontecer no primeiro dia das atividades, em apoio a um Estado fictício em conflito com seu vizinho expansionista. Essa fase durará até 1º de março. Em seguida, o exercício se tornará uma operação integrada à OTAN.

O objetivo dessa ação final é “demonstrar a capacidade dos exércitos europeus de se integrarem plenamente às estruturas da Aliança Atlântica”, segundo o vice-almirante Xavier de Véricourt, responsável pela organização no quartel-general do exército.
Nas palavras de Véricourt, o exercício particularmente exigente “demonstra a capacidade da França de ser a primeira a entrar em um teatro de operações e de liderar uma coalizão internacional”.
Exercício militar da França mobilizará 12 ministérios
Ainda segundo o vice-almirante, o exercício militar mobilizará 12 ministérios. O intuito é testar a capacidade de resposta e coordenação de “retroações”, ações híbridas do adversário em território nacional em caso de um possível confronto com a Rússia.
“Embora fictício, o cenário Orion 2026 é diretamente inspirado em um cenário desenvolvido pela OTAN, incorporando desenvolvimentos recentes no campo de batalha e novos métodos de combate”, acrescentou o vice-almirante de Véricourt, durante coletiva de imprensa.





