A ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia abre novas oportunidades para o agronegócio brasileiro, especialmente no setor vitivinícola. Com o projeto “Vin du Brésil”, o Brasil busca reposicionar seus vinhos na Europa, um mercado tradicionalmente dominado por rótulos europeus.
O projeto “Vin du Brésil” começa sua trajetória em fevereiro de 2026, com o envio do primeiro lote de vinhos autorais de seis vinícolas selecionadas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.
O objetivo é conquistar o paladar exigente dos consumidores franceses, utilizando a França como vitrine para todo o continente europeu. A meta é alcançar US$ 1 milhão em vendas anuais, focando em produtos de qualidade e exclusividade.

Aliança estratégica
A liderança do projeto envolve um grupo internacional composto por personalidades como o chef francês Benoit Mathurin e o empresário italiano Giovanni Montoneri. Eles destacam a importância da cultura do vinho na França, onde não se trata apenas de qualidade, mas também de identidade e emoção.
Para validar a qualidade dos rótulos brasileiros, o projeto incluiu uma ativação inspirada no famoso julgamento de Paris, apresentando vinhos que utilizam técnicas inovadoras. Atualmente, o projeto conta com seis vinícolas, incluindo Bárbara Eliodora e Estrada Real em Minas Gerais, e ArteViva e Manus no Rio Grande do Sul.
A intenção é expandir o portfólio para 15 vinícolas até o final de 2026, aumentando a diversidade de terroirs apresentados aos europeus. Essa expansão é fundamental para consolidar a presença do vinho brasileiro no mercado internacional.
Apesar das expectativas positivas, o presidente da França, Emmanuel Macron, expressou ceticismo em relação ao acordo Mercosul-UE, considerando-o um “mau negócio”. Ele argumenta que o tratado pode prejudicar a agricultura francesa ao permitir que produtos sul-americanos dominem o mercado europeu.





