No final de 2025, o volume de fretes no Rio Grande do Norte caiu 45% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme aponta um estudo da plataforma Frete Insights. Essa redução representa a segunda maior queda entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que teve uma diminuição de 57%.
A queda no Rio Grande do Norte foi mais acentuada do que a média da região Nordeste, que registrou uma diminuição de 19,6%. O estado ocupou a 13ª posição no ranking nacional de fretes, representando 1,62% do total de fretes realizados no Brasil.
Em contraste, a Bahia e Pernambuco se destacam na região, com 4,30% e 2,75% do total nacional, respectivamente. Apenas Maranhão e Sergipe apresentaram aumento no volume de fretes, com crescimento de 9%.

Desafios para Caminhoneiros
Edson Negrão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no RN, afirma que a queda nos fretes atinge sobretudo autônomos e cita as más rodovias como entrave. O caminhoneiro João Ribeiro, que atua na Central de Abastecimento do RN, relata demanda baixa e nenhum frete no dia.
A diminuição no volume de fretes no quarto trimestre de 2025 não se restringiu ao Rio Grande do Norte. Outros estados nordestinos também apresentaram quedas significativas: Pernambuco (-8%), Bahia (-11%), Alagoas (-14%), Ceará (-30%), Paraíba (-39%) e Piauí (-41%). Em contraste, estados como Mato Grosso (+52%) e Mato Grosso do Sul (+32%) mostraram crescimento no volume de fretes.
Apesar da queda no volume, os preços dos fretes aumentaram em setores como agro (12,6%), indústria (5%) e construção (2,4%). No quarto trimestre, o Brasil registrou o menor volume histórico de fretes, mas com o maior preço médio já registrado, alcançando R$ 0,422, um aumento de 19% em relação ao ano anterior.





