A fruta mais consumida do mundo e que está quase sempre presente nos lares brasileiros corre um sério risco de ser extinta nos próximos anos. Pelo menos é isso o que aponta um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Wageningen, na Holanda.
De acordo com a pesquisa, a banana está ameaçada pela expansão de uma praga chamada de fusarium. Também conhecida pelos nomes Fusariose Raça Tropical 4, TR4 ou mal-do-Panamá, a praga coloca em risco 80% da produção global do alimento.

O fungo de solo atinge as mudas, bananeiras, implementos agrícolas e instrumentos de poda. Na prática, entope os vasos que conduzem a seiva, assim impedindo o movimento de nutrientes e água pela planta, fazendo com que ela seque e morra. E mais: ele pode permanecer no solo por até quatro décadas, inviabilizando a continuação da cultura no local.
Como não existe controle químico, a única maneira de evitar a fusariose é trabalhando na prevenção. A grande questão, porém, é como fazer isso, tendo em vista que os sintomas demoram a aparecer e a identificação do problema se coloca como um grande desafio a ser superado pelos produtores.
Até hoje não foi descoberta nenhuma opção de controle químico 100% eficiente no combate à praga. Algumas opções de fungicidas, como o fabricado pela empresa Syngenta, já liberado nas Filipinas, podem ajudar. Entretanto, o dilema mora nos 465 mil hectares de áreas plantadas no planeta, o que exige tempo.
Brasil é o 4º maior produtor de bananas
O Brasil é o maior produtor de bananas do mundo, com uma colheita estimada em 6,7 milhões de toneladas. Grande parte da produção fica em São Paulo, especialmente no Vale do Ribeira, que lidera o ranking estadual sendo responsável por mais de 76% da produção.
Dentre as variedades de banana, a Cavendish é a que apresenta melhor resistência à doença, enquanto a banana-maçã é a mais suscetível.





