Em meio às obras de novo instituto, o governo do Rio Grande do Sul está utilizando a mão de obra de presidiários. Os custodiados do Presídio Estadual de Canela (Pecanela) ficaram responsáveis pela limpeza e preparação da estrutura do campus Gramado do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).
Por meio da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e da Polícia Penal, o governo estadual informou a conclusão da ação. A iniciativa atendeu a um pedido da prefeitura de Gramado, através das secretarias de Inovação, Obras, Planejamento, Meio Ambiente e Governança.
Oito apenados do regime fechado, com autorização da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Caxias do Sul para trabalho externo e escolta, fizeram o manejo da vegetação e a organização do lote de 16 hectares. Ao todo, foram nove dias de atividades até a conclusão da etapa inicial da futura construção.

Os presos selecionados fazem parte de um grupo das forças de segurança voltado a intervenções e demandas de interesse público. Todos possuem histórico de prestação de serviços comunitários e de auxílio a organizações não governamentais.
Além das atividades externas, os custodiados também mantêm trabalhos constantes dentro do ambiente penal, como em frentes de construção civil e cultivo de horta.
Benefício público e ressocialização
De acordo com o diretor da unidade prisional, Rômulo Tomazini, a iniciativa de usar mão de obra de pessoas em situação de privação tem dois pontos positivos: um é a ressocialização dessas pessoas, enquanto o outro é o benefício público.
“Ao aplicarmos a mão de obra prisional em projetos que beneficiam diretamente a infraestrutura urbana, não apenas otimizamos os recursos do Estado e dos municípios, mas também devolvemos dignidade ao apenado por meio do trabalho. É uma via de mão dupla, na qual a sociedade recebe o serviço e o custodiado recebe uma oportunidade real de reintegração social”, disse.





