Enquanto procuravam manganês, cientistas da Universidade Federal do Ceará encontraram cobalto, também conhecido como “ouro azul”. O mineral raro e supervalioso é essencial para o desenvolvimento de baterias, inclusive de carros elétricos, equipamentos de defesa e aeronaves.
Normalmente, o cobalto é descoberto em minas de cobre e níquel e fica quase que restrito às reservas da República Democrática do Congo e da Indonésia. Isso porque os países africano e asiático concentram quase 90% da produção global do mineral.

O que torna o feito ainda mais relevante, uma vez que não é comum achá-lo por aqui e muito menos atrelado ao manganês. Foram consideradas amostras de cinco depósitos de manganês no Brasil, localizadas em Conselheiro Lafaiete (MG), Marabá (PA), Parauapebas (PA), Ocara (CE) e Serra do Navio (AP).
O índice de ocorrência de maior relevância foi encontrado no Ceará, chegando a 0,1% do minério de manganês. Número alto, segundo o professor Felipe Holanda: “Isso é muito alto. O teor médio dele na natureza é 0,002%”.
Missão é separar o cobalto do manganês
De acordo com Holanda, a descoberta faz os pesquisadores olharem de uma forma diferente para as minas de manganês. É o efeito da presença do cobalto. Agora, a tarefa é criar um jeito eficiente de separar os elementos.
“Estamos tentando criar um método eficiente para separar o cobalto do minério de manganês. Uma vez feito isso, há possibilidade de rendimentos em cima de muitas minas de manganês subexploradas ou pouco rentáveis”, disse.
Segundo o professor, a pesquisa deverá ser feita em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Só a partir de análises detalhadas será possível conhecer a viabilidade econômica da separação dos minerais.





