Nesta quinta-feira (19), às 12h (de Brasília) deve começar oficialmente a greve dos caminhoneiros em Santa Catarina. Os principais motivos da paralisação por parte da categoria são o aumento do preço do diesel e o atual piso nacional do frete. E não há previsão de término.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a greve deve durar até o Governo Federal reajustar a tabela de frete, afetada pelo aumento do diesel.

“A greve tem uma data para iniciar. Para parar, depende muito que o Governo Federal vá ajustar a tabela mínima de frete da ANTT com relação ao aumento do diesel. É isso que a gente espera”, afirmou Oliveira.
A mobilização envolve trabalhadores de diferentes cidades do litoral catarinense e, além disso, deve ter adesão de outros pólos portuários do Brasil. Segundo o presidente do Sinditac, devem se juntar ao movimento nacional portos como Rio Grande, Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Suape.
Aumento do diesel move a greve
Nas palavras de Vanderlei de Oliveira, a principal insatisfação dos caminhoneiros está ligada ao aumento do preço do diesel e à falta de mecanismos de compensação no valor do frete. “O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão nacional”, destacou.
A categoria cobra o “gatilho do frete”, um mecanismo que prevê reajustes automáticos nos valores pagos pelo transporte sempre que há aumento no combustível. Essa medida foi criada após a greve de 2018, mas que, segundo os profissionais, não vem sendo aplicada.
“A reclamação maior é que o gatilho do diesel no frete não foi acionado pelo governo. Esse é um dos pivôs da greve. Além disso, há empresas pagando abaixo da tabela mínima”, acrescentou o dirigente.





