Todos os anos, os brasileiros precisam dedicar um tempo à declaração do Imposto de Renda. Em 2026 não será diferente. Os milhões de contribuintes precisam estar atentos para não cair na malha fina, estágio em que a documentação fica retida para análise das inconsistências encontradas pela Receita Federal.
Ainda não foi divulgada uma data oficial, mas o calendário de entrega do IRPF deve começar na segunda quinzena de março e ir até o final de maio. Em 2025, por volta de 3,97 milhões de declarações ficaram retidas, segundo dados da própria Receita Federal, o que corresponde a 8,7% das declarações enviadas.

Na grande maioria dos casos, foram barrados documentos por conta de erros simples, omissões ou divergências de informações. De acordo com o contador e gerente de controladoria da Multimarcas Consórcios, Flávio Augusto Sampaio, muitas vezes o contribuinte acredita que pequenos valores não fazem a diferença.
Mas a verdade é que o cruzamento de dados da Receita consegue identificar as divergências de forma automática. “Organização e conferência minuciosa das informações são fundamentais para evitar problemas futuros”, disse o contador.
Erro comum: omissão de rendimentos
Não é por acaso que os especialistas no assunto destacam a importância de repassar as informações detalhadamente para a Receita Federal. Além de possíveis falhas na exatidão dos números, também é preciso ficar atento à omissão de rendimentos, outro equívoco bem comum cometido pelos contribuintes e que pode fazer cair na malha.
Esse, inclusive, é considerado um dos erros mais frequentes. Deixar de declarar salários, trabalhos como autônomos, aluguéis, pensões, aposentadorias ou rendimentos de dependentes gera divergência automática.
Conforme destacado anteriormente, a Receita cruza dados com empresas, bancos e outras fontes pagadoras. Nesse quesito, 30,8% declarações foram retidas diante de omissão de rendimentos, incluindo renda não declarada pelos titulares ou seus dependentes.





