O Exército do Irã anunciou a incorporação de mil drones ao seu arsenal militar em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos. A decisão ocorreu enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, pressionava Teerã a firmar um novo acordo sobre o programa nuclear.
Autoridades iranianas afirmaram que o reforço tem caráter defensivo diante de ameaças externas e da presença militar americana no Oriente Médio. Segundo a agência semioficial Tasnim, os drones foram distribuídos entre diferentes ramos das Forças Armadas iranianas.
O chefe das Forças Armadas, Amir Hatami, declarou em pronunciamento na TV estatal que o país busca manter vantagens estratégicas para responder de forma rápida a qualquer agressão. O anúncio aconteceu em um momento de alerta elevado dentro do regime liderado por Ali Khamenei.

Escalada militar e pressão diplomática
A movimentação iraniana ocorreu após Trump ordenar o envio de uma frota militar para a região, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln. O presidente dos Estados Unidos afirmou que um novo ataque ao Irã seria mais severo do que ações anteriores, caso não haja acordo.
Teerã respondeu dizendo que qualquer ofensiva será considerada o início de uma guerra entre os países. A Rússia, aliada do Irã, alertou que um ataque dos Estados Unidos pode gerar consequências perigosas e pediu que não haja uso da força
Autoridades iranianas reforçaram que estão abertas ao diálogo, desde que não sejam feitas sob ameaças militares. O chanceler do país negou contatos recentes com representantes americanos e afirmou que o Irã não busca negociações nessas condições.





