Sonhada há quase sete décadas, a megaferrovia Transnordestina está cada vez mais perto de entrar em operação. Recentemente, o empreendimento ganhou mais um capítulo em sua fase de testes, com o trem saindo de Ouricuri, em Pernambuco, até Bela Vista, no Piauí, carregando calcário.
Outro trajeto feito foi de Ouricuri até Iguatu, no Ceará, levando carregamento de milho. A primeira viagem-teste ocorreu em dezembro do ano passado e a segunda em janeiro deste ano, na qual foram transportadas 946,12 toneladas de grãos em um percurso do Piauí ao Ceará.

Ao todo, a ferrovia terá 1.200 quilômetros e atravessará três estados brasileiros. Serão nove terminais intermodais e um porto seco, local no qual cargas podem ser recebidas, armazenadas e redistribuídas, sem etapas intermediárias. Segundo o governo, isso significa mais eficiência logística, redução de custos e ampliação de mercados.
Dada a grandiosidade do projeto, é possível imaginar desde já o impacto que as operações terão quando ele estiver 100% finalizado. A Megaferrovia deve influenciar consideravelmente nas atividades econômicas das cidades envolvidas e da região nordestina do Brasil como um todo.
Megaferrovia fortalece o Nordeste
Conforme destacado anteriormente, a megaferrovia deve gerar um grande impacto nas atividades econômicas do Nordeste brasileiro. Ao integrar áreas produtoras, centros de consumo e o Porto do Pecém, tem tudo para fortalecer as oportunidades de desenvolvimento.
A projeção é de que a obra seja entregue antes de 2027, ou seja, ainda este ano. Os trabalhos da segunda fase já ultrapassaram 80% de execução. No total, o empreendimento terá um investimento de R$ 14,9 bilhões.
A malha ferroviária atravessará 53 municípios da região, sendo 28 no Ceará, 18 no Piauí e sete em Pernambuco. Além dos 1.200 quilômetros principais, a estrutura ainda terá 73 quilômetros em ramais secundários.




