O exército tem um segredo para fazer uma comida altamente nutritiva. Mas não se trata de uma solução mágica ou de um ingrediente muito especial: a chave da questão está na ciência da nutrição e na engenharia de alimentos.
Como se sabe, os militares precisam de calorias para sustentar atividades físicas intensas e situações de condições extremas quando estão no campo de batalha. E é justamente nesse ponto que entram a ciência da nutrição e a engenharia de alimentos.
Não há segredo para uma comida nutritiva. O foco está voltado para garantir a eficiência, a densidade energética e a durabilidade dos alimentos. Nessa linha, a estratégia passa por cinco pilares: densidade energética, balanceamento nutricional, tecnologia de conservação, praticidade e facilidade de preparo e variedade de cardápios.

Confira os detalhes dos pilares do planejamento alimentar do exército:
Densidade energética: Um soldado em operação precisa de mais ou menos 3.000 kcal por dia e em pequenos volumes de peso. Por isso, itens de alto potencial energético e facilidade de transporte ganham preferência, como barras de proteína e leite condensado.
Balanceamento Nutricional: As refeições são pensadas para garantir o desempenho físico e a saúde do militar com base na proporção necessária de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais).
Tecnologia de conservação: Aqui entra a parte da praticidade de transporte dos alimentos. Esterilização e selagem a vácuo das embalagens asseguram o bom armazenamento dos itens por longos períodos sem refrigeração mantendo o valor nutricional.
Praticidade e Facilidade de Preparo: Além dos alimentos já citados, outro fator importante são as rações prontas para consumo. São as Rações Operacionais, extremamente importantes em lugares da ação onde os recursos são limitados.
Variedade de Cardápios: Por fim, entra em jogo a variedade de cardápios, que é um ponto importante pensando na prevenção da fadiga alimentar dos soldados.





