É muito comum vermos usuários de cannabis serem associados ao pensamento lento. Esse comportamento seria uma resposta ao efeito tranquilizante da planta. Mas essa pode não ser a verdadeira causa desse tipo de conduta, segundo pesquisadores dos EUA.
De acordo com cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a síndrome da hiperêmese canabinóide vem crescendo entre os usuários da cannabis. Trata-se de um distúrbio que provoca crises intensas de dor abdominal, náuseas e vômitos, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os sintomas começam a se manifestar horas ou até um dia após o último consumo da planta, segundo estudo da StatPearls. O gastrointestinal pode durar vários dias e reaparecer algumas vezes ao longo do ano, o que tem contribuído para aumentar o número de pessoas na emergência.
Ainda não se sabe a causa exata da síndrome, que vem sendo buscada pela ciência, a não ser que ela está relacionada ao consumo da cannabis. Por isso, a formalização do diagnóstico é fundamental para facilitar a identificação da doença e ampliar o conhecimento sobre seus impactos.
EUA flexibilizaram regras da cannabis
Recentemente, os Estados Unidos flexibilizaram regras federais sobre a planta. Essa alteração pode fazer a cannabis passar a ser considerada uma droga menos perigosa, ficando ao lado de analgésicos comuns. Hoje, o país norte-americano classifica a planta junto com drogas de alto potencial, como heroína e ecstasy.
A medida assinada pelo presidente Donald Trump pode alterar o cenário. Vale lembrar que os estadunidenses são uns dos que mais faturam com a venda de cannabis e produtos derivados em todo o mundo, com uma indústria avaliada em US$ 28 bilhões, quantia que na cotação atual equivale a R$ 150,7 bilhões.





