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Nova regra libera a licença-maternidade do INSS sem tempo mínimo de contribuição

Por Fagner Gregório
08/03/2026
Créditos: Shutterstock

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Um projeto de lei que visa eliminar a obrigatoriedade de carência para a licença-maternidade no INSS foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O PL 1.117/2025, de autoria do senador Eduardo Braga, permite que todas as contribuintes, independentemente da categoria, tenham acesso ao benefício sem a necessidade de cumprir um tempo mínimo de contribuição. 

Atualmente, a Lei 8.213, de 1991, estabelece que apenas seguradas empregadas, trabalhadoras avulsas e empregadas domésticas estão isentas de cumprir o mínimo de 10 meses de contribuição para ter direito à licença-maternidade.

As modalidades de contribuinte individual, especial e facultativa enfrentam essa exigência. Com a nova proposta, todas as seguradas poderão receber o salário-maternidade, independentemente do tempo de contribuição, promovendo uma igualdade de direitos.

Definições das categorias

A contribuinte individual é aquela que trabalha por conta própria, como autônomas e freelancers. A contribuinte especial refere-se a trabalhadoras rurais ou pescadoras artesanais que atuam em regime de economia familiar. 

Já a contribuinte facultativa é a pessoa que não exerce atividade remunerada, mas deseja garantir seus direitos previdenciários. A inclusão dessas categorias no acesso à licença-maternidade representa um avanço na proteção dos direitos das mulheres no mercado de trabalho.

O projeto já foi considerado procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a inconstitucionalidade da exigência de carência diferenciada para o salário-maternidade.

O STF fundamentou sua decisão nos princípios constitucionais da isonomia e da proteção à maternidade, assegurando que todas as mulheres têm o direito de receber apoio durante a maternidade, independentemente de sua situação de trabalho.

O relator do projeto, que foi lido na comissão, enfatizou a importância de igualar as seguradas contribuintes às empregadas e trabalhadoras avulsas. A proposta busca concretizar a proteção integral à criança e ao adolescente, conforme previsto na Constituição. 

Créditos: Shutterstock
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Fagner Gregório

Fagner Gregório

Jornalista graduado pela SATC (Santa Catarina), atua na produção de conteúdo jornalístico para web. Tem experiência em redação de portais (4oito) e jornais, além de assessoria de comunicação.

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