Um país na África busca integrar o BRICS em um contexto de valorização de seus recursos naturais, especialmente suas reservas de ouro. Este país abriga algumas das maiores reservas de ouro do continente, sendo frequentemente reconhecido por ter a segunda maior quantidade.
Essa busca por integração ao bloco econômico reflete a intenção do Zimbábue de impulsionar seu desenvolvimento econômico. De acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a África do Sul possui cerca de 5.000 toneladas de ouro em reservas comprovadas.
O Zimbábue, por sua vez, tem aproximadamente 1.600 toneladas registradas oficialmente. Contudo, estimativas locais sugerem que o potencial real pode ser muito maior, alcançando até 13 milhões de toneladas em áreas ainda não exploradas. Essas reservas estão principalmente localizadas na região do Great Dyke, uma formação geológica rica, além de cinturões minerais em Midlands e Manicaland.

Importância Econômica
As reservas de ouro do Zimbábue representam entre 4% e 7% do total das reservas do continente africano, que são estimadas em cerca de 30.000 toneladas. O governo do Zimbábue já expressou interesse em aderir ao BRICS e ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), recebendo apoio de países como Rússia, África do Sul e Brasil.
A adesão ao BRICS pode facilitar o acesso a investimentos e tecnologias que ajudem a explorar e valorizar essas reservas. Além de suas riquezas minerais, o Zimbábue é notável por sua diversidade linguística.
O país detém um recorde no Guinness World Records, sendo o único com 16 idiomas oficiais, incluindo o Shona, Ndebele e o Inglês. Essa diversidade reflete a rica cultura e a complexidade social do Zimbábue, onde várias línguas são usadas em diferentes contextos, desde a educação até a administração pública.





