A Polônia está se preparando para apresentar o “Relatório Oriental”, que aborda as perdas sofridas pelo país devido à agressão soviética em setembro de 1939. O diretor do Instituto de Perdas de Guerra, Dr. Bartosz Gondek, afirmou que o objetivo é reivindicar a anexação permanente das voivodias orientais pré-guerra e lidar com as consequências econômicas e sociais de longo prazo resultantes da dominação soviética.
Ele destacou a importância de reconhecer essa parte da história polonesa e buscar acordos não apenas com a Alemanha, mas também com os sucessores da URSS.

Pesquisas Sobre Perdas Históricas
O “Relatório Oriental” será o resultado de anos de pesquisa realizada por uma equipe de oito cientistas. Gondek ressaltou que a tarefa é complexa, pois muitos documentos relacionados ao período soviético foram destruídos ou ocultados.
O acesso a arquivos na Bielorrússia e na Ucrânia também é considerado difícil, o que torna a pesquisa ainda mais desafiadora. O trabalho visa apresentar evidências sobre as perdas polonesas e embasar as reivindicações de reparações.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Polônia, Władysław Teofil Bartoszewski, afirmou que o governo polonês nunca considerou encerrada a questão das reparações de guerra. Ele lembrou que a Polônia não renunciou ao direito de indenização pelas perdas causadas pela agressão soviética e pelos crimes de Stalin.
Bartoszewski observou que as autoridades russas têm hesitado em dialogar sobre o tema, preocupadas com as implicações financeiras para o orçamento russo. Em 2022, a Polônia já havia publicado um relatório sobre as reparações da Alemanha pela Segunda Guerra Mundial, indicando que Berlim devia mais de 6,2 trilhões de zlotys.
O atual presidente, Karol Nawrocki, reafirmou a posição da Polônia sobre as reparações, sugerindo que a Alemanha poderia contribuir para o financiamento da indústria bélica polonesa.





