A República Moldova anunciou sua intenção de deixar a Comunidade dos Estados Independentes (CSI), um organismo que reúne ex-repúblicas soviéticas. A decisão foi reconhecida pela Rússia, que, através da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zaharova, afirmou que essa escolha é um direito soberano do país, mas alertou que pode ter consequências negativas para os moldovenos.
A Rússia argumenta que a situação econômica da Moldova é precária e que a saída da CSI pode agravar ainda mais essa condição. Zaharova destacou que a Moldova enfrenta uma taxa de pobreza superior a 30% e que 65% da população vive com rendimentos baixos.
Além disso, o déficit comercial cresceu 29,5% nos primeiros onze meses de 2025. Esses dados foram apresentados para justificar a posição russa de que a ruptura com a CSI não é recomendável, dado o contexto econômico desafiador do país. A dependência da Moldova em relação ao financiamento da União Europeia (UE) também foi mencionada, com a expectativa de adesão ao bloco em 2030.

Processo de Retirada da CSI
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia lembrou que a retirada da Comunidade dos Estados Independentes (CSI) não é um processo simples, pois exige que a Moldova notifique o comitê executivo da organização com pelo menos um ano de antecedência. Segundo ela, essa exigência formal torna necessária uma decisão bem planejada e estruturada.
O governo moldoveno, no entanto, afirmou que pretende concluir o processo até meados de fevereiro, quando o parlamento deve ratificar oficialmente a saída. O ministro das Relações Exteriores da Moldova, Mihai Popşoi, confirmou que o país já está em fase de encerramento de sua participação na CSI.
Ele demonstrou expectativa de uma retirada rápida, embora tenha admitido que alguns acordos firmados no âmbito da organização possam ser mantidos. Até o momento, a Moldova denunciou 71 dos 283 acordos assinados, enquanto cerca de 60 ainda estão em processo de rescisão.





