Enquanto grande parte do mundo ainda se preparava para celebrar a virada do ano, o pequeno arquipélago de Kiribati, na Oceania, já havia recebido 2025. Localizado no meio do Pacífico, o país é o primeiro do mundo a entrar no novo ano, chegando a estar 17 horas à frente do Brasil.
No entanto, o mesmo território que simboliza o “país do futuro” também representa uma das maiores ameaças ambientais da atualidade: a possibilidade real de desaparecer sob o aumento do nível do mar.
Composto por 33 ilhas e atóis, Kiribati abriga pouco mais de 120 mil habitantes, distribuídos entre pequenas faixas de terra que, em sua maioria, não ultrapassam três metros acima do nível do mar.
A capital, Tarawa do Sul, concentra mais de 40% da população e enfrenta constantes inundações, especialmente durante marés altas e tempestades tropicais. O avanço do oceano já obrigou famílias a abandonarem casas e plantações, transformando parte da população em migrantes climáticos dentro do próprio país.

Ameaça existencial provocada pelas mudanças climáticas
Kiribati é uma das nações mais vulneráveis do planeta às mudanças climáticas. A elevação do nível do mar, a erosão costeira e a salinização da água doce estão comprometendo a sobrevivência de suas comunidades.
Em algumas regiões, o mar já cobriu áreas antes habitadas e destruiu fontes de subsistência. As plantações de coqueiros e a agricultura de base familiar, pilares da alimentação local, estão sendo gradualmente substituídas pela dependência de importações, o que pressiona ainda mais a frágil economia do país.
A situação é agravada pela escassez de recursos naturais e pela limitação territorial. Com apenas 811 quilômetros quadrados de terra firme, Kiribati não possui alternativas internas para realocar sua população.





