Um dos países invadidos pela Alemanha e pela Rússia durante a Segunda Guerra Mundial quer ter uma bomba nuclear. Diante do aumento das tensões a nível global, a Polônia, que já sofreu anteriormente no cenário de conflito generalizado, deseja se proteger desenvolvendo seu potencial nuclear.
Pelo menos é isso o que destaca o jornal alemão TAZ. O periódico resgatou uma fala do presidente Karol Nawrocki, que recentemente afirmou que a Polônia deveria ir atrás de explorar seu potencial nuclear “respeitando todos os acordos internacionais”.

A ideia de Nawrocki é emancipar o país europeu dos Estados Unidos, que atualmente garantem uma espécie de guarda-chuva nuclear de proteção. De certa forma, a declaração não deixa de ser uma afronta em meio ao conflito que ocorre no Oriente Médio.
Além de Nawrocki, o Ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, também falou que apoiaria um programa polaco de investigação de bombas nucleares. Oficialmente, porém, o governo não se posicionou – muito também por conta de uma possibilidade de passar a participar no guarda-chuva nuclear francês.
As discussões a respeito de armamento nuclear se intensificam à medida que a guerra no Oriente Médio avança. Um dos motivos do ataque dos EUA ao Irã foi justamente a recusa do país árabe de abandonar seu programa nuclear e aceitar um acordo com Donald Trump.
Polônia foi invadida por Alemanha e Rússia
Historicamente, os poloneses sabem bem o que é ter um poderio baixo e serem invadidos sem grandes dificuldades por outros países. Foi o que aconteceu duas vezes durante a Segunda Guerra Mundial e em um curto espaço de tempo.
Primeiro, a Alemanha nazista, com sua Blitzkrieg (guerra relâmpago), provocou a rendição de Varsóvia em 28 de setembro de 1939. Pouco depois, foi a vez da União Soviética dividir o país com base no Pacto Ribbentrop-Molotov e permanecer por lá até 1941.





