De acordo com relatório do Banco Mundial, o Níger registrou crescimento anual de 14,4% do PIB, o maior do continente no período. O número supera o recorde alcançado em 2024 e está diretamente ligado a mudanças na forma como o país passou a administrar seus ativos minerais, energéticos e agrícolas.
Diferentemente de ciclos anteriores, o avanço recente não se baseou apenas no aumento de produção, mas na reorganização do controle econômico desses setores. O governo nigerino alterou contratos, ampliou a participação estatal e passou a comercializar seus produtos com base em parâmetros internacionais. Essa decisão elevou receitas internas e reduziu a dependência de acordos que limitavam o retorno financeiro ao país produtor.

Minérios como base da nova política econômica
A mineração tornou-se o principal eixo do crescimento nigerino em 2025. O país, que já possuía reservas relevantes, especialmente de urânio, passou a explorar esse potencial de forma mais direta após processos de nacionalização e revisão de concessões.
Com isso, a arrecadação aumentou de forma consistente, refletindo-se no desempenho do PIB e no fortalecimento das contas públicas. A opção por controlar a cadeia de extração e venda dos minérios evidencia uma diferença importante em relação a modelos baseados apenas na exportação bruta.
O crescimento acelerado também foi sustentado pela expansão do setor petrolífero. Em pouco mais de dois anos, a produção de petróleo no Níger quadruplicou, criando uma nova fonte de divisas e fortalecendo o saldo comercial. A ampliação da capacidade produtiva permitiu ao país reduzir custos internos de energia e aumentar a participação do petróleo na receita nacional.





