O Papa Leão XIV fez um chamado aos católicos da Itália para que participem da campanha nacional de coleta de medicamentos, que ocorre de 10 a 16 de fevereiro. Esta iniciativa busca ajudar as pessoas que vivem em condições de “pobreza sanitária”, um problema que afeta cerca de meio milhão de italianos.
A campanha é promovida pelo Banco Farmacêutico e visa arrecadar remédios que serão distribuídos a instituições de caridade. Durante a coleta, os cidadãos são incentivados a doar medicamentos nas farmácias participantes.
Os remédios arrecadados serão entregues a mais de duas mil instituições de assistência social em todo o país. A campanha, que ocorre anualmente desde 2000, conta com a colaboração de milhares de voluntários, que ajudam a sensibilizar a população sobre a importância da doação.
Os medicamentos que podem ser doados incluem todas as categorias de venda livre. Frequentemente, os farmacêuticos orientam os doadores sobre quais produtos são mais necessários, garantindo que as doações atendam à demanda das instituições assistenciais.

Impacto da coleta
Desde o início da campanha, em 24 anos, mais de 7 milhões de medicamentos foram coletados, totalizando um valor superior a 29,7 milhões de euros. Na última edição, participaram 5.684 farmácias e mais de 25.600 voluntários, resultando na arrecadação de 588.013 medicamentos.
Essas doações beneficiaram aproximadamente 430 mil pessoas, assistidas por 2.011 instituições conveniadas ao Banco Farmacêutico. O Banco Farmacêutico foi fundado em 2000 por um grupo de jovens farmacêuticos, que se sensibilizaram com a necessidade de combater a pobreza sanitária mencionada pelo Papa.
A primeira coleta ocorreu em Milão, envolvendo 250 farmácias e resultando na doação de 15 mil medicamentos. Desde então, a iniciativa cresceu e se consolidou como um importante mecanismo de apoio à saúde da população.





