Um dos aliados de Donald Trump acabou derrubando três aviões dos Estados Unidos sem querer. O parceiro do presidente dos EUA em questão é o Kuwait, que abateu as aeronaves de forma automática quando elas estavam sobrevoando seu espaço aéreo.
Foram abatidos pelos sistemas de defesa aérea kuwaitianos os caças F-15E Strike Eagle, que participavam da Operação Epic Fury contra o Irã. Ao todo, seis tripulantes estavam a bordo nas aeronaves – dois em cada. Todos conseguiram evacuar com segurança, foram resgatados sem problemas e estão em condição estável.

“Durante o combate ativo — incluindo ataques de aeronaves iranianas, mísseis balísticos e drones — os caças da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait”, afirmou o Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio (CentCom), em comunicado à imprensa.
Ainda de acordo com o CentCom, o Kuwait reconheceu o incidente. O órgão também agradeceu o apoio prestado pelo aliado na operação: “O Kuwait reconheceu o incidente e somos gratos pelos esforços das Forças Armadas do Kuwait e pelo apoio na operação em andamento”.
Não se sabe ao certo a causa do incidente, que está sendo investigado. Os militares iranianos chegaram a reivindicar a responsabilidade do ataque à base aérea estadunidense, mas as forças do país norte-americano acreditam que se tratou de um chamado “fogo amigo” por parte do exército kuwaitiano.
Parceiro de Donald Trump agiu naturalmente
Antes da autoridade estadunidense se pronunciar, a agência de notícias Bloomberg já havia observado que o ataque poderia se tratar de um “fogo amigo”. De acordo com o veículo, esse é um cenário até comum durante períodos de intensa atividade de defesa aérea.
Os radares que rastreiam um grande número de mísseis, por exemplo, podem confundir aeronaves aliadas com ameaças. Em 2024, a Marinha dos EUA abateu por engano um F/A-18 próprio após confundir a aeronave com um míssil antinavio.





