Uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade Veiga de Almeida (UVA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) destaca a importância da Floresta da Tijuca na regulação do clima carioca.
O estudo revela que a vegetação da floresta pode reduzir a temperatura em até 10º C em comparação com áreas urbanas densamente construídas. Essa descoberta é crucial para entender como a preservação de áreas verdes pode ajudar a combater o calor extremo e o fenômeno das ilhas de calor no Rio de Janeiro.

Impacto das áreas verdes
Os pesquisadores analisaram a diferença térmica entre o Alto da Boa Vista e bairros como Irajá e São Cristóvão. Enquanto a Floresta da Tijuca mantém temperaturas amenas, as áreas urbanizadas enfrentam picos de calor intenso, que podem chegar até 41º C.
A vegetação não apenas resfria o ambiente, mas também contribui para a umidade do ar, que é vital para o conforto térmico da população. O estudo identifica que o excesso de asfalto e a verticalização acelerada nas cidades criam ilhas de calor, que afetam diretamente a saúde e o bem-estar dos moradores.
A falta de áreas verdes e a presença de concreto aumentam a temperatura em áreas urbanas, resultando em ambientes mais secos e desconfortáveis. De acordo com o professor Cleyton Martins, a preservação de áreas verdes é fundamental não apenas para o meio ambiente, mas também para a qualidade de vida dos cidadãos.
Ele enfatiza que expandir a arborização urbana deve ser uma prioridade para os gestores públicos. Investir em políticas que promovam a preservação e a criação de novos espaços verdes é essencial para enfrentar os desafios climáticos que as cidades enfrentam atualmente.




