O bambu, frequentemente considerado uma praga no Brasil, está se mostrando uma solução eficaz na Tailândia para combater o avanço do mar. A estratégia tailandesa utiliza barreiras de bambu em áreas costeiras com o objetivo de reduzir a erosão e recuperar regiões degradadas.
Essa abordagem, que se baseia em soluções naturais, apresenta custos baixos, instalação rápida e menor impacto ambiental em comparação aos tradicionais muros de concreto. As estruturas de bambu são instaladas em águas rasas e funcionam como quebra-mares, reduzindo a força das ondas em até 70%.
Essa redução da energia das ondas é crucial para a proteção do litoral, permitindo que sedimentos como lama e areia se acumulem, criando condições favoráveis para o retorno dos manguezais. Esses ecossistemas são fundamentais na adaptação climática e na captura de carbono, desempenhando um papel vital na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Vantagens em relação a soluções tradicionais
O uso de barreiras de bambu apresenta diversas vantagens em relação às obras de concreto. Além de serem mais baratas e rápidas de instalar, essas estruturas emitem menos carbono, contribuindo para uma abordagem ambientalmente sustentável.
Estudos realizados por agências ambientais na Tailândia indicam que as barreiras de bambu podem diminuir a energia das ondas de forma eficaz, promovendo a restauração das áreas costeiras afetadas pela ocupação desordenada. Com a instalação dessas barreiras, as comunidades costeiras da Tailândia estão começando a ver a recuperação de solo e o retorno da vegetação.
A regeneração natural dos manguezais é um processo amplamente documentado em projetos de restauração na região do Sudeste Asiático. A presença dos manguezais ajuda a estabilizar o solo, reduz os impactos de tempestades e contribui para a captura de carbono, tornando-se uma estratégia essencial em tempos de crise climática.





