Portugal deu um passo adiante e deixou as outras nações europeias, como França e Alemanha, para trás. O país ibérico será o primeiro da União Europeia a ter um navio porta-drones, capaz de acomodar equipamentos aéreos, de superfície e subaquáticos.
Batizado de PNR D. João II, o veículo custará um total de €132 milhões. Desse montante, grande parte, € 94,5 milhões, será bancada por fundos europeus. O grupo holandês Damen está sendo responsável pela construção, que tem entrega prevista para o segundo semestre deste ano.

Projetado para ser um navio porta-drones multifuncional, o PNR D. João II poderá operar sistemas aéreos, de superfície e subaquáticos não tripulados. Seu design modular permitirá agilidade de reconfiguração conforme as missões. Ele será usado em missões de segurança, científicas e também poderá ser empregado em operações de cooperação internacional.
De acordo com a Marinha Portuguesa, o veículo irá proporcionar ao país uma flexibilidade operacional que não havia antes. Será possível transitar entre missões diferentes sem comprometer a estrutura do veículo.
“Esta abordagem permite que o navio mantenha uma grande flexibilidade operacional, passando de um perfil de missão para outro sem comprometer significativamente a sua estrutura”, disse Ricardo Sá Granja, porta-voz da Marinha Portuguesa, à Euronews.
Portugal se iguala a outros 3 países
Com a aquisição do navio porta-drones, Portugal se iguala a outros três países que desenvolveram navios capazes de acomodar esse tipo de equipamento. São eles: China, Irã e Turquia. Nações como França e Alemanha, citadas anteriormente, estão para trás neste sentido.
A embarcação de 107,6 metros de comprimento pode atingir uma velocidade de 15,5 nós e conta com uma autonomia de 45 dias. O convés de voo será compatível com helicópteros de médio porte e poderá, ocasionalmente, receber um helicóptero de carga pesada.





