Uma área central voltou a receber uma intervenção urbana de grande porte com o início da construção de um piscinão antienchente. A obra busca reduzir alagamentos em períodos de chuva intensa e provoca mudanças estruturais em um importante ponto de circulação urbana.
Para viabilizar o projeto, parte de uma estrutura recém-entregue precisou ser demolida, gerando impactos imediatos na mobilidade e no cotidiano local. O piscinão está sendo implantado na região do Terminal Mercado, em Campinas, espaço que havia sido reinaugurado em abril de 2025 com estrutura modernizada.
O terminal recebeu investimento superior a R$ 57 milhões e marcou a conclusão do sistema BRT no município. Com área de aproximadamente 26 mil metros quadrados, o local abriga as linhas BRT10, que percorre o Corredor Ouro Verde, e BRT11, que conecta os terminais Ouro Verde e Vida Nova.
Alterações no transporte coletivo
As intervenções para a construção do reservatório antienchente começaram em setembro de 2025, nas proximidades do córrego Serafim, junto à Praça da Ópera, e passaram a afetar o terminal em novembro.
O sentido bairro–Centro do BRT segue operando normalmente, mas sete linhas tiveram impacto. Em setembro, essas linhas transportaram cerca de 34 mil passageiros por dia útil em Campinas.
No sentido Centro–bairro, o embarque ocorre apenas após as 15h para as linhas semiexpressas BRT21 e BRT26, com destino ao Distrito do Campo Grande. As linhas convencionais 212, 213 e 357 tiveram alterações de trajeto, e alguns pontos de integração com o BRT foram removidos.
O piscinão será subterrâneo, com capacidade para armazenar até 80 milhões de litros de água. A obra é gerenciada pela Secretaria de Infraestrutura. Após a conclusão, a Praça da Ópera será reaberta ao público. Segundo a Prefeitura de Campinas, estudos técnicos de macrodrenagem embasaram o projeto.





