O último domingo (15) foi marcado pela cerimônia do Oscar, o evento mais importante do mundo do cinema. A grande atração, claro, foi a famosa estatueta dourada, objeto de cobiça de muitos artistas e que dá um trabalho danado para ser confeccionado.
O trabalho minucioso se inicia um ano antes da cerimônia e leva cerca de seis meses para ser concretizado. As atividades acontecem no interior de Nova Iorque, em uma fábrica especializada. O processo todo envolve muito calor, precisão manual e atende a rigorosos procedimentos industriais.
Longe do glamour de Hollywood, tudo começa em um tanque aquecido a 93 °C. É nele que uma cera especial é derretida e despejada nos moldes da estatueta. Um dia depois, a peça é retirada da forma já na silhueta conhecida pelo público – cada uma é revisada e as imperfeições deixadas no molde são removidas.

Em seguida, elas são mergulhadas em um tanque com material cerâmico, que forma uma camada protetora em volta da cera. Depois de pronta, a casca vai ao forno para que a cera seja derretida e eliminada, assim abrindo caminho para o bronze aquecido a mais de 1.000 °C ser despejado.
Sob a responsabilidade de uma outra empresa, as peças recebem o acabamento final. São sucessivos banhos de bronze e níquel até o banho de ouro que garante o aspecto luxuoso e o tom dourado inconfundível do ícone do universo cinematográfico.
Troféu de quase 4 kg
Após todo esse procedimento, a estatueta dourada fica com quase quatro quilos e 34 centímetros de altura. Não se sabe ao certo o custo de cada unidade e do total fabricado anualmente, que são mantidos em sigilo pela Academia.
A quantidade de estatuetas que serão entregues só é definida na noite da cerimônia, tendo em vista que pode haver empate ou mais de um premiado na mesma categoria. As peças que não são entregues ficam guardadas em um cofre e podem ser reutilizadas na edição seguinte.





