Quarta maior economia do planeta, a Índia soma um PIB estimado em US$ 3,96 trilhões, cerca de R$ 20 trilhões. Apesar da força produtiva, o país convive com um déficit estrutural no acesso à água potável.
Dados de entidades como a Water.org indicam que mais de 342 milhões de indianos não têm água segura. O contingente representa aproximadamente 25% da população total, estimada em 1,4 bilhão de habitantes.
O cenário revela carências históricas em saneamento e infraestrutura básica. Em diversas regiões, rios contaminados e poços impróprios para consumo ainda fazem parte do cotidiano.

Poluição e doenças ampliam desigualdades
A degradação ambiental intensifica o problema, sobretudo em centros urbanos como Délhi. Relatórios apontam níveis elevados de metais pesados despejados em cursos d’água, comprometendo o abastecimento.
Além da falta de água tratada, cerca de 539 milhões de pessoas carecem de saneamento adequado. Essa lacuna favorece a disseminação de enfermidades como cólera e diarreia, responsáveis por milhares de mortes anuais.
O contraste social também chama atenção. Enquanto parcelas da elite usufruem infraestrutura moderna, grande parte da população enfrenta superlotação e serviços públicos insuficientes.
Cooperação internacional com o Brasil
Em meio a esse contexto, a Índia avança em acordos bilaterais em outras áreas estratégicas. No último sábado (21), o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, firmou memorando com autoridades indianas.
O entendimento prevê cooperação entre Brasil e Índia no setor postal, com foco em inovação e eficiência operacional. A parceria pode incluir intercâmbio técnico e desenvolvimento de soluções conjuntas.
Segundo o ministro, a iniciativa vai além da diplomacia formal. A proposta é acelerar modernização e aprimorar o atendimento à população nos dois países.





