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Quase no Natal de 2032, um grande asteroide pode colidir com a Lua e trazer grandes consequências para a Terra

Por Henrique Cesaretti
29/01/2026
Créditos: Freepik

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Um grande asteroide chamado 2024 YR4 pode colidir com a Lua, e isso tem chamado atenção de cientistas no mundo inteiro. A possibilidade, embora pequena, é motivo de estudos porque um impacto lunar poderia ter consequências até mesmo para a Terra e seus satélites artificiais.

O objeto espacial foi descoberto em dezembro de 2024 por telescópios automáticos no Chile e, desde então, tem sido monitorado com ajuda de observações terrestres e do Telescópio Espacial James Webb. A trajetória do asteroide foi refinada nos últimos meses, o que aumentou a chance de impacto para cerca de 4% em 22 de dezembro de 2032.

No entanto, os cientistas enfatizam que essa probabilidade ainda é considerada baixa, e que há mais de 96% de chance de o asteroide simplesmente passar sem atingir nosso satélite natural. As observações que sustentam essa previsão devem continuar nos próximos anos, principalmente quando o asteroide voltar a ficar visível em 2028.

Se o impacto realmente acontecer, os efeitos seriam significativos. Estima-se que um choque criaria um cratera de até 1 quilômetro de diâmetro na superfície lunar e liberaria energia equivalente a milhões de toneladas de TNT.

Créditos: Freepik

Essa colisão poderia arremessar à atmosfera lunar uma grande quantidade de poeira e detritos. Parte desse material poderia escapar da gravidade da Lua e viajar pelo espaço, chegando até a Terra e criando um espetáculo raro de meteoros visível a olho nu.

Além do brilho no céu, pesquisadores consideram que os fragmentos poderiam representar risco para satélites, estações espaciais e futuras missões lunares. Justamente porque aumentariam consideravelmente a quantidade de lixo espacial em órbita baixa.

Cenário pode representar avanços para a ciência

Para muitos astrônomos, esse cenário também oferece uma oportunidade científica rara. Isso por que que um impacto lunar observado diretamente forneceria dados inéditos sobre a formação de crateras e a composição interna da Lua, além disso, serviria para prever com mais precisão eventos como esse.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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