Os peixes são um dos alimentos mais consumidos no mundo, além de também estarem entre os mais nutritivos. O atum, por exemplo, é extremamente tradicional aqui no Brasil e utilizado em diversos tipos de receitas diferentes, sendo consumido até mesmo no dia-dia.
Se aqui em território brasileiro ele é apenas um tipo comum de peixe, no Japão o seu valor é muito maior. Por lá, é considerado símbolo de luxo e tradição culinária, especialmente em leilões que podem movimentar milhões em dinheiro.
No início de 2026, um empresário japonês, conhecido como “rei do atum”, Kiyoshi Kimura surpreendeu o mercado ao pagar impressionantes 3,2 milhões de dólares (R$ 17,2 milhões) por um único peixe, no caso, o atum-rabilho gigante. Esse se tornou o maior valor já registrado em um leilão de atum.
O leilão aconteceu em Tsukiji, em Tóquio, referência mundial na venda de frutos do mar. Justamente por seu tamanho e qualidade excepcional, o peixe conquistou compradores e colecionadores. Cada quilo da carne foi avaliado com preços absurdos, até mesmo comparáveis a joias raras.
Especialistas afirmam que o recorde reflete não apenas a raridade do atum, mas também a força da economia japonesa no setor de pesca e gastronomia. No entanto, críticos questionam o valor exagerado, alegando que tais leilões distorcem o mercado e incentivam práticas pouco sustentáveis.
O empresário, dono de grandes redes de restaurantes especializados em sushi, justificou a compra como investimento estratégico. Além de garantir visibilidade, o peixe deve ser servido em ocasiões especiais, reforçando a marca e a exclusividade do cardápio.
Leilão de Peixes é tradição do Japão
A tradição de leiloar atuns gigantes no Japão remonta a décadas, e o evento continua a atrair atenção internacional. Até mesmo colecionadores estrangeiros acompanham os lances, fascinados pelos preços e pela qualidade das espécies.





