As usinas hidrelétricas tem um papel central no desenvolvimento de qualquer país. Basicamente, elas produzem energia a partir da força da água, um recurso renovável e disponível em muitas regiões do mundo, que impacta na redução da dependência de combustíveis fósseis, tais como petróleo e carvão, por exemplo.
A importância de se ter uma usina hidrelétrica é tanta que até mesmo empresários milionários estão deixando o Catar para focar em investimentos aqui na América Latina. Um país que é considerado vizinho do Brasil vai receber diversas dessas usinas.
Grupo liderado pelo empresário Abdulhadi Mana A Sh Al-Hajri, um multimilionário próximo à família real do Catar, está participando diretamente de um chamado ‘megaprojeto’ energético no sul da Argentina. Mais especificamente, a iniciativa vai se concentrar na Patagônia, na província de Río Negro.
O projeto prevê a construção de três hidrelétricas com a capacidade total próxima de 920 quilowatts. A ideia é que a energia gerada sirva principalmente para o próprio complexo, que vai acompanhar uma residência privada de alto padrão e um resort de turismo sustentável, que terá a intensão de ser autossuficiente na questão energética.
O departamento Provincial de Águas concebeu o uso da água por cerca de 30 anos, o serviu para que o caminho para o início das obras fosse permitido. Parte da energia produzida poderá abastecer o complexo turístico e a casa de luxo, sem ligação direta com a rede pública.
Por que o Catar tem interesse na América Latina?
Esse movimento por parte do Oriente Médio mostra o crescimento do interesse de investidores por projetos estratégicos na América Latina, especialmente os ligados a energia, água e recursos naturais. Pode-se dizer que a região oferece tudo o que o Catar procura, no caso, abundância de água, terras disponíveis e projetos de energia com retorno previsível.





