Por trás de suas maravilhas veneradas pelo mundo todo, o Rio de Janeiro guarda segredos da época da Segunda Grande Guerra. Um estudo aponta que por baixo da cidade maravilhosa existem mais de 30 bunkers que foram erguidos por volta de 1942.
Feita pela arquiteta Isabella Cavallero, formada pela UFRJ, a pesquisa mostra que foram erguidos, pelo menos, 33 prédios no ano em que o Brasil entrou no conflito. Herança da guerra, os abrigos antibomba estão debaixo de edifícios, lanchonetes e outros pontos da cidade que as pessoas nem imaginam.

Alguns endereços de bunkers são conhecidos pelos cariocas, como o subsolo da Praça dos Expedicionários, no Centro, e o da Galeria Menescal, em Copacabana, na Zona Sul. As estruturas refletem o medo que existia na então capital federal de possíveis consequências pelo posicionamento do governo brasileiro.
Em 1940, o Brasil rompeu relações com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e sofreu ataques a embarcações por conta disso. Com a entrada do país na guerra, dois anos depois, as preocupações de Getúlio Vargas aumentaram e medidas de segurança se tornaram lei.
“Na segunda fase do governo de Getúlio Vargas, foi publicado o Decreto-Lei 4.098 que determinava que, a partir de fevereiro de 1942, edifícios com mais de quatro pavimentos e com uma área superior a 1.200 metros quadrados deveriam ter abrigos antiaéreos”, explicou a arquiteta.
Rio de Janeiro temia ação do Eixo
O torpedeamento de mais de 600 navios brasileiros por parte de submarinos alemães fez gerar grande comoção popular e pressão interna. Tremendo uma nova ação de seus antigos parceiros, Vargas decidiu, então, adotar medidas mais sérias para proteger a então capital federal.
Após passar para o lado dos Aliados, o país enviou cerca de 25 mil soldados da orça Expedicionária Brasileira (FEB) para lutar na Itália a partir de 1944.




