Uma empresa rival do Mercado Livre confirmou a demissão de cerca de 16 mil funcionários em mais uma etapa de seu processo de reestruturação interna iniciado em 2025. A medida ocorre poucos meses após a companhia ter anunciado outros 14 mil desligamentos, indicando a continuidade de ajustes estruturais em diferentes áreas da empresa.
Os cortes atingem principalmente o quadro corporativo e representam menos de 5% do total de funcionários administrativos da Amazon no mundo, estimados em aproximadamente 350 mil pessoas. As demissões fazem parte de um movimento amplo de reorganização, voltado à simplificação dos processos internos e à redução de níveis hierárquicos.

Diretrizes da reorganização
Em comunicado aos colaboradores, Beth Galetti, vice-presidente sênior de People Experience and Technology, explicou que a empresa busca tornar a estrutura mais enxuta. O foco está em ampliar a autonomia individual, diminuir a burocracia e acelerar a tomada de decisões dentro das equipes.
Segundo a executiva, parte dos setores já havia concluído esse processo de reorganização nos últimos meses. Outros departamentos finalizaram as mudanças apenas recentemente, o que explica a distribuição dos impactos entre diferentes áreas corporativas da companhia.
Nos Estados Unidos, a maioria dos funcionários afetados terá cerca de 90 dias para tentar uma realocação interna dentro da própria empresa. Em outros países, os prazos e critérios seguem as legislações locais. Para quem não conseguir uma nova posição ou optar pela saída, a Amazon informou que oferecerá apoio durante a transição.
Esse suporte inclui pacotes de desligamento, serviços de recolocação profissional e a manutenção temporária de benefícios, como planos de saúde, quando aplicável. A empresa afirmou que pretende reduzir os impactos individuais do processo.





