O sétimo país mais rico do mundo é também um dos que mais têm pessoas desabrigadas em suas ruas. De acordo com a pesquisa da Fundação Abbé Pierre, o número de moradores de rua na França chegou a 330 mil nos últimos 10 anos.
Levando em conta os franceses que vivem em alojamentos ou hospedagens, a quantidade de pessoas sem casa ultrapassa a casa de 1 milhão. O levantamento ainda mostra que 4,4 milhões de franceses vivem em situação de precariedade habitacional, o que é caracterizado por moradias de baixa qualidade.

O cenário se agravou na conjuntura pós-pandemia de covid-19, com inflação e crise energética impulsionada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Trata-se de uma questão delicada e urgente, que acomete não só a França, mas também as principais economias globais da atualidade.
Em 2024, o PIB da França encerrou com um crescimento de 1,1%, igualando a taxa de 2023, totalizando aproximadamente 3,16 trilhões de dólares (R$ 16,3 trilhões). Hoje, os franceses ocupam a sétima colocação entre os países mais ricos do mundo, ficando atrás apenas de EUA, China, Alemanha, Japão, Índia e Reino Unido.
Brasil enfrenta mesmo problema da França
Conforme destacado anteriormente, a questão da população de rua não acomete só a França. O Brasil também enfrenta esse problema, como apontou um relatório preliminar realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
De acordo com o órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, a população de rua aumentou 38% no país de 2019 a 2022. A maior parte das pessoas em situação de rua está em São Paulo, estado central da economia brasileira.
O curioso é que a quantidade de imóveis desocupados é superior a de cidadãos desabrigados. Ou seja, o ponto principal nem chega a ser a falta de moradia em SP.





