A possibilidade de que todos os estudantes do Ensino Médio da rede pública passem a receber uma parcela mensal de R$ 200 a partir de 2026 ainda está em discussão, mas o tema voltou a ganhar espaço porque o Ministério da Educação manifestou interesse em ampliar o programa Pé-de-Meia.
A proposta foi apresentada em 2025 e não avançou desde então, porém permanece aberta dentro do governo, que avalia ajustes orçamentários e modelos de implementação para viabilizar a expansão.
O foco da ampliação seria garantir maior permanência dos jovens na escola e reduzir a evasão no Ensino Médio, etapa em que a taxa de abandono costuma aumentar. A ideia central é que o benefício alcance todos os alunos regularmente matriculados na rede pública, sem depender de critérios adicionais de renda, como ocorre atualmente.

Como seriam distribuídos os valores
O modelo discutido mantém a lógica atual do Pé-de-Meia, mas estende a cobertura. Os estudantes receberiam R$ 200 no início do ano letivo, referentes à matrícula confirmada. Durante o ano, seriam repassadas nove parcelas mensais totalizando R$ 1.800, condicionadas à frequência mínima e à participação nas atividades escolares.
Ao final do período, os alunos aprovados receberiam um bônus de R$ 1.000, reforçando o incentivo à conclusão da série. No último ano do Ensino Médio, o estudante ainda teria direito a mais R$ 200 pela participação no Enem.
A proposta prevê que os valores sejam depositados em conta em nome do próprio estudante, permitindo saques conforme as regras definidas pelo MEC. Parte desses recursos pode ter uso livre, enquanto outra parcela pode ser bloqueada até a formatura, seguindo o modelo já adotado no programa atual.





