Um estudo recente estimou que cerca de 2,9 bilhões de pessoas no mundo sofrem de dores de cabeça, o que equivale a quase uma em cada três pessoas. O levantamento abrange diferentes tipos de cefaleias e demonstra a dimensão global do problema, que afeta populações de todas as idades.
A pesquisa também aponta maior prevalência entre as mulheres, que enfrentam mais que o dobro da carga de saúde associada a esses transtornos em comparação aos homens. A enxaqueca se destaca como a principal causa de incapacidade, concentrando quase 90% do impacto total relacionado às dores de cabeça.

Impacto e prevenção
Em 2023, os transtornos de cefaleia ocuparam o sexto lugar entre as principais causas de perda de saúde global. O indicador de anos vividos com deficiência (AVD) mostra desigualdade significativa entre os sexos: mulheres registraram 739,9 AVD por 100 mil habitantes, enquanto os homens apresentaram 346,1.
Embora a cefaleia tensional seja mais comum, a enxaqueca provoca consequências mais graves. Em 2023, foi responsável por 40,9 milhões de anos vividos com deficiência, evidenciando seu forte impacto na qualidade de vida. Já a cefaleia tensional apresentou carga bem menor quando comparada à enxaqueca, apesar de sua alta incidência.
O estudo também identificou que mais de 20% da carga global das dores de cabeça está associada ao uso excessivo de analgésicos, tornando parte significativa dos casos potencialmente evitável.
Segundo o pesquisador Andreas Kattem Husøy, a orientação adequada sobre o uso responsável de medicamentos, inclusive os de venda livre, é fundamental para reduzir esse problema.





