O reajuste do salário mínimo para 2026 elevará automaticamente os valores recolhidos sobre o trabalho formal, especialmente no FGTS. Como o depósito mensal corresponde a 8% do salário bruto, qualquer aumento no piso nacional resulta em um acréscimo imediato no valor retido pelo governo. Em 2025, um salário de R$ 1.518 gerava R$ 121,44 de FGTS.
Com o novo mínimo de R$ 1.627, esse depósito passa para R$ 130,16, representando um crescimento de R$ 8,72 por mês. Embora pareça pequeno, o valor acumulado ao longo do ano torna-se significativo na conta vinculada do trabalhador.

Impacto no FGTS, horas extras e demais direitos
Com o novo piso, o cálculo das horas extras também será atualizado. A remuneração adicional, que deve incluir pelo menos 50% sobre o valor da hora normal, acompanha o salário-base. Assim, a hora extra estimada em R$ 10,99 para quem ganhava R$ 1.518 em 2025 passa para aproximadamente R$ 11,80 com o salário mínimo de 2026.
Além disso, outros direitos calculados a partir do salário mínimo serão reajustados automaticamente. As férias continuam seguindo o cálculo de 1/12 do salário por mês trabalhado, e o 13º salário se ajusta integralmente ao novo valor.
Para que o trabalhador confirme se o reajuste está sendo aplicado corretamente, é fundamental acompanhar o contracheque e os depósitos registrados no FGTS. Comparar o valor depositado antes e depois da atualização e verificar se o cálculo das horas extras foi ajustado ajudam a identificar possíveis divergências. Caso seja encontrado algum erro, o ideal é procurar o setor de recursos humanos ou o sindicato da categoria para corrigir os valores.





