Antigo parceiro de Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de fazer parte do acordo entre União Europeia e Mercosul. Em declaração dada nas redes sociais, Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, afirmou que jamais aprovaria tal iniciativa.
Em um vídeo publicado no Facebook, o primeiro-ministro húngaro criticou duramente a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por, segundo ele, ignorar os parlamentos nacionais e, também, os agricultores do país que representa.
“É evidente que na Hungria, enquanto houver um governo nacional, jamais aprovaremos o acordo com o Mercosul. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a Comissão foram mais espertas que os parlamentos nacionais ao criarem uma regra de contingência, afirmando que, enquanto isso, o acordo assinado pode ser aplicado provisoriamente.
É por isso que os agricultores estão revoltados; não se trata apenas dos problemas econômicos do Mercosul, nem apenas do futuro da agricultura, mas também do fato de os agricultores terem sido enganados, de os parlamentos nacionais estarem sendo ignorados e de decisões estarem sendo tomadas que prejudicam os agricultores”, declarou.
Ainda de acordo com Orban, as manifestações pedindo a renúncia de Ursula von der Leyen do cargo estão corretas. O vínculo firmado entre a União Europeia e o Mercosul, vale lembrar, eliminará tarifas para 92% das exportações do Mercosul no valor aproximado de US$ 61 bilhões (R$ 323 bilhões).
Orban é parceiro antigo de Bolsonaro
Viktor Orbán e Jair Bolsonaro compartilham das mesmas ideologias políticas. Por isso, mantêm uma relação de proximidade há anos, trocando elogios públicos e se encontrando em diversas oportunidades.
Mais recentemente, em 2024, o ex-presidente brasileiro passou dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, enquanto era investigado por tentativa de golpe de Estado. Havia a suspeita de que tinha a intenção de pedir asilo ao governo húngaro.






