O Chile está avançando em sua luta contra a poluição plástica com a ampliação da Lei N.º 21.368, que proíbe o uso de plásticos de uso único. A nova fase da regulamentação, que entra em vigor em 13 de fevereiro de 2026, abrange restaurantes, comércios e supermercados, visando reduzir a dependência de produtos descartáveis e promover uma economia circular.
A nova regulamentação estabelece que estabelecimentos de alimentação não poderão oferecer produtos de uso único, exceto se forem feitos de materiais biodegradáveis, como papel ou papelão.
Além disso, os plásticos só poderão ser fornecidos se solicitados pelo consumidor e atenderem aos critérios de reciclabilidade ou certificação ambiental. Essas medidas são parte de um esforço mais amplo para limitar a poluição gerada por plásticos descartáveis.

Incentivo à reutilização
Uma das principais inovações da lei é a obrigatoriedade de que supermercados e lojas de bebidas apresentem, no mínimo, 30% de seus produtos em garrafas retornáveis. A exigência visa incentivar a reutilização de embalagens e reduzir a quantidade de resíduos gerados.
A medida complementa outras obrigações já existentes, como o aumento gradual do conteúdo reciclado nas garrafas plásticas descartáveis. Diversos países, incluindo membros do BRICS, estão implementando iniciativas para combater a poluição plástica.
Por exemplo, a China desenvolveu uma espuma biodegradável que elimina microplásticos da água, enquanto o Egito lançou uma campanha nacional para reduzir o uso de sacolas plásticas descartáveis. Essas ações refletem um movimento global em direção a soluções sustentáveis.
Na Argentina, pesquisadores estão trabalhando em projetos de “superreciclagem” que transformam resíduos plásticos em novas moléculas reutilizáveis. Este projeto, liderado pela pesquisadora Elangeni Gilbert, utiliza métodos químicos para depolimerizar plásticos a baixa temperatura, criando novos materiais de alto valor agregado.





