Uma instituição financeira recebeu aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos para estabelecer um banco nacional no país. A autorização foi concedida em 29 de janeiro de 2026 e permite que a fintech avance no processo regulatório para atuar diretamente no sistema financeiro norte-americano.
Com a liberação final, a instituição poderá ofertar contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e serviços de custódia de ativos digitais. O pedido de autorização foi protocolado em setembro de 2025. A operação nos Estados Unidos será comandada por Cristina Junqueira, cofundadora da empresa.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, ocupará o cargo de presidente do Conselho de Administração. O plano de expansão prevê centros estratégicos em Miami, San Francisco, norte da Virgínia e Carolina do Norte, seguindo exigências dos reguladores locais.
Segundo o OCC, o Nubank terá até 12 meses para capitalizar a nova instituição e até 18 meses para iniciar as operações. Antes disso, ainda será necessário cumprir condições adicionais e obter aval da Federal Deposit Insurance Corporation e do Federal Reserve, etapas obrigatórias para o funcionamento pleno do banco.

Processo regulatório e presença internacional
David Vélez, fundador e CEO da Nu Holdings, afirmou que a aprovação representa a oportunidade de demonstrar a viabilidade de um modelo digital focado no cliente em escala global.
Cristina Junqueira destacou que a licença federal é um passo relevante para consolidar a empresa como instituição regulamentada e em conformidade com as normas dos Estados Unidos. Atualmente, o Nubank atende cerca de 127 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.
No Brasil, a empresa atua como instituição financeira regulamentada desde 2016 e anunciou planos para obter licença bancária completa em 2026. No México, a subsidiária recebeu autorização para se organizar como banco em abril de 2025.





