Quando pensamos em uma cadeia, a primeira imagem que vem à cabeça é das penitenciárias dos filmes: estruturas impenetráveis, regras rígidas e cárcere de segurança máxima. Mas na Noruega uma prisão foge totalmente a essa regra.
A Prisão de Bastoy apresenta condições totalmente diferentes das que nos acostumamos a ver por aqui no Brasil, como Carandiru e Tremembé, por exemplo. A começar pelo local em que ela está instalada: a Ilha de Bastoy, que ocupa uma área de 2,5 km2.
A cadeia de Bastoy não é apenas um complexo penitenciário. Ela funciona como uma verdadeira comunidade, que contém igreja, escola e mercado. Sem contar as belas árvores e a flora típica do país europeu, que fazem dela a “prisão mais bonita do mundo”.

O quarto dos criminosos é equipado com camas confortáveis, diversos artigos pessoais de decoração e até computadores modernos. Em vez das tradicionais celas, os homens privados de liberdade pagam suas sentenças em casas aconchegantes que os protegem do intenso frio norueguês.
Cada um tem seu aposento, mas todos compartilham a cozinha e outras instalações de lazer. A comida é fornecida pelo estado. No entanto, os presos que quiserem ir ao supermercado comprar ingredientes e fazer a própria comida podem. Para isso, recebem um subsídio de cerca de US$ 90 por mês.
Lazer é livre na prisão
Após o horário de almoço, os presos podem gastar seu tempo como bem entenderem: tomando sol, jogando tênis, passeando de cavalo ou até pescando. Mas nem todo momento no cárcere é dedicado ao lazer.
A Prisão de Bastoy oferece cursos, programas de educação e treinamentos para aumentar a qualidade de trabalho e as habilidades dos detentos. A ideia é fazer com que essas pessoas coloquem em prática tudo o que aprenderam na cadeia quando voltarem para a sociedade. Eles podem trabalhar como agricultores, cuidadores de cavalos e até zeladores das instalações da ilha.





