Um país considerado de primeiro mundo bateu recorde negativo de nascimentos. Cenário esse que representa uma preocupação em relação ao futuro da nação, mas, que, para os estrangeiros, se apresenta como uma oportunidade – brasileiros estão incluídos.
O país em questão é a Itália. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas (Istat), foram contabilizados apenas 355 mil nascimentos em 2025. É o menor número da história e equivale a uma queda de 3,9% na comparação com o ano anterior, que já tinha sido marcado por um recorde negativo.
Em média, a taxa de fecundidade foi de 1,14 filho por mulher no ano passado, menos que os 1,18 registrados em 2024. Como 652 mil pessoas morreram, o território italiano fechou 2025 com um saldo natural negativo de 296 mil pessoas – haviam sido -283 mil no calendário anterior.

Uma projeção do Istat aponta que o país pode perder 11,5 milhões de habitantes até 2070, o que equivale a uma redução de 20% em menos de meio século. Esse é um dos principais desafios do governo da premiê Giorgia Meloni.
Números negativos abrem espaço para estrangeiros
Os dados nada animadores a respeito da população italiana acabam abrindo espaço para a migração de estrangeiros. Segundo o Istat, a população residente na Itália estabilizou neste início de ano graças ao aumento da quantidade de pessoas de fora.
Ao todo, 5,560 milhões de pessoas residem no país atualmente. Hoje, 9,4% da população do “Belpaese” é estrangeira. Mais de um terço das famílias são formadas por apenas uma pessoa, número que há duas décadas era de 25,9%.
Ou seja, cada vez mais o território italiano é ocupado por estrangeiros, o que acaba se tornado, também, uma necessidade para a nação do ponto de vista econômico. Para os brasileiros que sonham em viver em um país de primeiro mundo, é uma oportunidade e tanto que se apresenta.









