Um dos períodos mais polêmicos que sempre dão o que falar aqui no Brasil está perto de ter início mais uma vez, no caso, as eleições presidenciais. O que vem chamando atenção é o fato de que um nome recorrente nessas épocas, dessa vez não vai entrar na disputa.
Um nome considerado presença certa em praticamente todas as eleições presidenciais ficou fora da disputa de 2026. José Maria Eymael, conhecido nacionalmente pelo jingle repetido há décadas, não será candidato neste pleito, quebrando uma tradição que atravessou gerações.
Durante anos, Eymael apareceu nas urnas justamente por nunca desistir da corrida ao Palácio do Planalto. No entanto, desta vez, o cenário mudou e o Democracia Cristã decidiu seguir um novo caminho eleitoral.
A ausência chama atenção porque o político construiu uma imagem simbólica, até mesmo entre eleitores que nunca cogitaram votar nele. O jingle marcante tornou seu nome familiar e criou uma sensação de permanência no período eleitoral.
Eymael disputou a Presidência pela primeira vez em 1998 e voltou a concorrer em praticamente todas as eleições seguintes. Ao longo desse tempo, os resultados foram sempre modestos, mas a insistência ajudou a consolidar sua marca política.
Em 2022, por exemplo, ele foi o candidato menos votado entre os concorrentes, somando cerca de 16 mil votos. Ainda assim, justamente pela longevidade, sua candidatura continuava sendo tratada como algo esperado.

A decisão de não disputar a eleição de 2026 ocorre após Eymael deixar o comando do Democracia Cristã em 2025. Aos 86 anos, ele encerrou um ciclo de mais de quatro décadas à frente da legenda.
Partido já definiu outro representante nas eleições
Com a saída de Eymael, o partido optou por lançar outro nome para a corrida presidencial. O escolhido foi Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-deputado federal, numa tentativa clara de reposicionamento político.





